quinta-feira, 14 de maio de 2015

POR QUEM OS SINOS DOBRAM?

POR QUEM OS SINOS DOBRAM?

Um pastor e poeta britânico, John Donne (1572-1631), deão da Catedral de São Paulo em Londres, disse num de seus sermões: “Nenhum homem é uma ilha, inteira em si mesma; cada indivíduo é um pedaço do continente, uma parte da porção central [...] a morte de qualquer homem só me diminui, e isso porque sou parte integrante da humanidade. Portanto, nunca mandes perguntar por quem os sinos dobram; dobram por ti”. As suas palavras sombrias refletiam a extrema melancolia e profunda piedade em relação à morte, fruto da limitação que a Queda tinha imposto sobre a raça humana.
Infelizmente vivemos numa geração que não pensa muito nas consequências espirituais, éticas e morais de suas ações. Na sua grande maioria as pessoas olham apenas para seu umbigo, pensando apenas no aqui e no agora, sem se importar com os outros, vivendo num isolacionismo; embora conectados num mundo virtual existe um sentimento de solidão e angústia nas pessoas. Um dos aspectos dessa angústia é a entrega excessiva das pessoas na busca do prazer. A nossa sociedade criou a falsa premissa de que os desejos emocionais são objetos sagrados e que é um crime contra a natureza manter uma necessidade emocional não satisfeita. Por isso essas pessoas passaram a criar justificativas morais para seus atos, partindo da premissa de que a satisfação pessoal deve ser buscada a qualquer preço. O resultado trágico dessa postura é que as pessoas não pensam sobre a brevidade da vida e o propósito da existência.
A Bíblia diz com ênfase: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete; pois a morte é o fim de todos os homens; que os vivos reflitam nisso em seu coração” (Eclesiastes 7:2). Sim, Deus nos convida a refletir sobre a existência, sobre a finitude e o real propósito da vida. Quando nos esquecemos disso tendemos a viver a vida de uma forma despreocupada, achando que nada poderá nos acontecer e que estamos seguros de nossa posição.
Nos dias de Ezequias o reino de Judá vivia sob a ameaça de Senaqueribe e os assírios dominavam o mundo com terror e destruição. Embora Ezequias fosse um rei justo e piedoso, o povo de Jerusalém ainda estava sob a influência do péssimo governo de Acaz. Esse rei submeteu-se à Assíria e aos deuses pagãos, espalhando em Judá uma péssima influência espiritual. Por causa disso o povo de Jerusalém mantinha uma atitude frívola diante das circunstâncias, a ponto de Deus levantar o profeta Isaías numa dura acusação.
Diante da invasão assíria em Judá o profeta está inconsolável diante da destruição e da guerra que surgia (Isaías 22:1-7). Mas o pior não era isso; Judá confiava na sua própria força e não olhava para Deus (22:8-11). O povo esquecia quem de fato governava as nações e esperava ajuda de outra fonte que não o Senhor. Diante disso o profeta proclama: “Naquele dia, o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, vos convidou a chorar e a prantear, a rapar a cabeça e a vestir panos de saco; mas, pelo contrário, houve regozijo e alegria, matança de bois, abate de ovelhas, carne para comer, vinho para beber; e se diz: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (Isaías 22:12,13).
Não é assim até hoje? Deus convida o ser humano ao arrependimento, a uma mudança de postura, uma reflexão profunda que nos leve de volta ao Senhor, no entanto, esse ser humano prefere o churrasco, a festa, a bebedeira e a glutonaria, porque no final a morte não os impulsiona a uma mudança de postura, mas a uma atitude irrefletida e irresponsável. O prazer da bebida e da comida fazia com que os judeus fechassem os ouvidos para a voz de Deus. O juízo foi estabelecido por causa disso: “Mas o SENHOR dos Exércitos segredou-me aos ouvidos: Certamente esta maldade não será perdoada até a vossa morte, diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos” (22:14).
Não nos enganemos, os sinos dobram por nós! Nosso tempo está acabando e não podemos ser relapsos a ponto de deixar esse assunto na gaveta. Todos os dias devemos nos lembrar do alerta que o Senhor nos dá: “Portanto, assim te tratarei, ó Israel! E porque assim te tratarei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus. Porque é ele quem forma os montes, cria o vento e diz ao homem o seu pensamento. Ele transforma a manhã em trevas e anda sobre os lugares altos da terra; o seu nome é SENHOR, o Deus dos Exércitos” (Amós 4:12,13).
Para alguns esse encontro será glorioso e abençoador; todavia, para outros, será de tristeza e angústia, justamente por não terem considerado a vida como uma dádiva e uma responsabilidade. Como cristãos não podemos desprezar nosso tempo e nem a vida que recebemos do Criador. Ela não é nossa, mas do Senhor e temos que vivê-la da melhor forma possível.
Como podemos fazer isso? Paulo nos responde: “Portanto, seja comendo, seja bebendo, seja fazendo qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Coríntios 10:31). Precisamos encarar todas as atividades da vida sob o ângulo da glória de Deus. O que faço trará a glória de Deus? As minhas finanças, minhas roupas, minhas amizades, meu tempo e o que faço durante o dia, todas as dimensões da existência trará a glória Daquele que me criou? Pense nisso agora, antes que sejamos mais um na multidão que vive sem nenhum sentido, antes que o tempo acabe e não dê mais tempo para fazer o que de fato importa.

Fraternalmente em Cristo, Pr. Gilson Jr.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

FAMÍLIA E SEUS VALORES INEGOCIÁVEIS!

FAMÍLIA E SEUS VALORES INEGOCIÁVEIS!


Em nossos dias a família está sendo sistematicamente atacada por diversos lados. A mídia, com as novelas, séries, cinema e por meio de outras formas artísticas, na educação humanista infiltrada nas universidades, onde as ideologias socialistas e marxistas tentam impor sobre os outros uma visão liberal e progressista, na política, no Estado, no judiciário, enfim, muitos são os lados dessa guerra.
O inimigo dos projetos de Deus tem tentado destruir a família (pai, mãe e filhos) e colocando a responsabilidade nas instituições de caráter social dos governos. O crescimento dos serviços de saúde, educação pública têm roubado os papéis tradicionais dos pais como preparadores dos filhos. Hoje têm educadores, psicólogas, enfermeiras, instrutoras, professoras, todas habilitadas nas teorias e que estão tomando o controle dos nossos filhos. Além disso, a influência penetrante e muitas vezes impositiva da televisão, da escola e dos grupos etários e de interesse. Quando a criança está na escola, ela observa e absorve o comportamento dos outros e não aceita ser diferente, senão fica fora do ambiente social e pode sofrer com o afastamento.
Os pais, muitas vezes despreparados ou desleixados na leitura e confiança nos ensinamentos do Senhor, têm se esquecido (ou não têm tempo) para a conversa franca e dentro da Palavra de Deus e recorrem aos especialistas. Isso tem se tornado lugar comum e a sociedade têm aceitado a negligência da família com a desculpa de que os pais, cansados de um dia de trabalho, não têm mais paciência para ouvir as conversas dos filhos. Está aberta a “brecha” por onde o inimigo pode entrar e quando os pais “acordarem” já pode ser tarde demais.
A Igreja se encontra no centro desse conflito, justamente por defender princípios e valores que vão de encontro às ideologias humanistas. A nossa posição acaba sendo tachada de “burguesa”, “conservadora”, “fundamentalista” e não são poucos que nos colocam epítetos menos respeitáveis, tais como “fascistas”. Jesus disse: “E, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:12). Ou seja, o amor seria ofuscado pela iniquidade, por uma humanidade egoísta e totalmente voltada aos seus interesses pessoais. O apóstolo Paulo lembra a Timóteo que o Espírito Santo lhe havia revelado: “Sabe, porém, que nos últimos dias haverá tempos difíceis; pois os homens amarão a si mesmos, serão gananciosos, arrogantes, presunçosos, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural [...]” (2Timóteo 3:1-3a). E essa descrição bíblica já existe em nosso meio e muitos desavisados acabam aceitando esses “novos valores” em nome do “politicamente correto” para não parecerem “retrógados”. Inclusive muitos cristãos e igrejas estão adotando os “novos valores”, numa tentativa vergonhosa de flexibilizar os princípios bíblicos para “atrair” novos adeptos.
O que a Bíblia nos diz? Ela nos afirma que Deus é o Criador da família e que Ele a estabeleceu desde o início: “Portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gênesis 2:24). Somente Deus tem autoridade para interferir nesse modelo e em nenhum lugar da Escritura encontramos outro modelo; pelo contrário, todas as vezes que o ser humano tentou programar outro modelo fora o monogâmico o resultado foi desastroso. Veja, por exemplo, Abraão, Jacó, Davi e o mais emblemático, Salomão.
Deus criou Adão, colocou-o em um ambiente perfeito; ele tinha tudo o que queria, mas Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Isto ainda é verdade seja você casado ou solteiro. Pessoas foram feitas para pessoas. Nós precisamos de relacionamentos. Precisamos ter um relacionamento profundo e ter pessoas que se preocupem conosco. O homem não foi feito para ficar sozinho. Por isso Deus criou a família. Depois Ele olhou e disse: “Agora sim!”.
Para que serve a família? Há cinquenta anos não era necessário falar sobre isso; era algo assumido e todos sabiam para que servia a família. Entretanto, hoje em dia muitos não têm a menor ideia do que representa a família. Para esses a resposta à pergunta poderia ser resumida em apenas duas palavras: Cama e café da manhã. É simplesmente a necessidade econômica, é a maneira de pagar menos impostos. É o lugar onde eu durmo e tomo o café da manhã. Deus diz que há muito mais em Seus planos para a família!
A família é a mais forte forjadora dos valores, por isso ela é tão importante para os cristãos. Por isso as setas do inimigo estão tão direcionadas para a família. Desde que constituiu a família Deus fez questão de frisar a importância do ensinamento em família. Você já ouviu alguém dizer: “Ah, eu não vou impor meus valores espirituais a meus filhos. Vou deixar que eles escolham por si mesmos”. Besteira! A insensatez dessa decisão é que ela implica que Deus é uma opção. Deus não é uma opção. Se você não está ensinando a seus filhos acerca de Deus, você está cometendo um grande erro que tem implicações eternas. Não é apenas uma questão de deixar que eles escolham.
A família tradicional está desaparecendo e poucos estão lamentando esse fato. Muitas mulheres hoje trabalham fora e cada vez é maior o número daquelas que são responsáveis pelo sustento do lar. Mas, mesmo nesse contexto, a família cristã pode ser diferente e manter os valores ensinados por Jesus. Portanto, lutemos por famílias mais sadias, não destruindo o projeto de Deus, mas buscando o Criador e pedindo a Ele sabedoria para sermos bons maridos, boas esposas, bons pais e bons filhos.

Fraternalmente em Cristo, Pr. Gilson Jr.

terça-feira, 28 de abril de 2015

DOR E SOFRIMENTO – UMA REFLEXÃO SOBRE JÓ!

DOR E SOFRIMENTO – UMA REFLEXÃO SOBRE JÓ!

Era uma vez um homem íntegro e correto, habitante da terra de Uz chamado Jó. Ele buscava a Deus constantemente e procurava ter uma vida que agradasse a Deus. Era um homem abençoado, pai de dez filhos, sete rapazes e três moças; ele era rico e todos os seus filhos desfrutavam da riqueza dele. Ele era bondoso, pois ajudava os órfãos e as viúvas, sendo complacente e justo com aqueles que precisavam de sua ajuda.
Até que um dia, na presença do Altíssimo, se apresentou Satanás, o Adversário. De forma sutil e dissimulada fala com Deus e acusa Jó de favorecimento ilícito da bondade de Deus. Na acusação satânica, Jó só amaria a Deus porque Ele o protegia de todos os lados; implicitamente Deus estava sendo acusado de ser um demagogo, um político sem caráter, que “suborna” as pessoas, um tipo de Ser que manipula os resultados. Em outras palavras, Satanás acusa Deus de falta de integridade.
Mas Deus não estava sendo julgado, pois como Juiz de toda a Terra Ele tem o direito de julgar sem ser julgado, pois é perfeito em Seu caráter. Deus permite que a ação do acusador se estenda contra tudo que Jó tem menos a sua vida. E assim como um psicólogo behaviorista, Satanás tenta provar que Jó estava condicionado a amar a Deus. E assim, de uma hora para outra, Jó perde seus bois, suas ovelhas, seus camelos, seus servos e seus filhos. Uma angústia profunda invade sua alma, uma dor profunda, quase inexplicável; todavia, Jó não pecou nem culpou a Deus por coisa alguma. Pelo contrário, ele orou: “Eu saí nu do ventre de minha mãe, e nu voltarei para lá. O SENHOR o deu, e o SENHOR o tirou; bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1:21).
Insatisfeito, Satanás provoca a Deus, mostrando que Jó perdeu coisas, mas que sua vida não fora afetada diretamente. Mas o Altíssimo não se perde em Suas ações nem nas Suas palavras, pois conhece muito bem o acusador. Novamente Deus permite que Satanás o ataque, mas não lhe dá o direito de tirar a vida. E assim, Jó ficou extremamente doente com feridas malignas, a ponto de sentar-se na cinza e raspar a pele com um caco de barro. A sua esposa, ao ver a situação precária de seu marido e a forma íntegra como mantinha sua fé, disse: “Tu ainda te manténs íntegro? Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2:9). Parece um eco da voz satânica, uma loucura, um desvario. Jó, no entanto, recusa-se a cometer tal pecado e mantém-se firme no propósito de não pecar com os lábios.
Seus amigos ao saberem de sua situação viajaram para encontrá-lo. Ao contemplarem a desgraça em que se encontrava, Elifaz, Bildade e Zofar choraram, rasgaram as vestes e jogaram terra sobre a cabeça. Durante sete dias aqueles amigos guardaram um silêncio solidário para com Jó. Quem dera permanecessem assim! Por quê? Porque aqueles amigos, apesar de serem piedosos e terem conceitos teológicos corretos, faltou-lhes o amor capaz de sentir a dor do outro. Eles usaram uma lógica perversa e passaram de companheiros a acusadores. Eles o acusaram de pecado não confessado, de ser teimoso e arrogante. Na análise fria e dogmática eles tentaram defender os caminhos de Deus, como se o Senhor precisasse de defesa na Sua ação misteriosa no Universo. Eles olharam as explosões emocionais de Jó como uma afronta; enquanto os amigos tentam provar que Jó é pecador e que Deus está certo em puni-lo, Jó preocupa-se exclusivamente com a questão do sofrimento, buscando provar sua inocência.
Muitos falam de Jó como alguém paciente; mas ele diversas vezes parece alguém a ponto de explodir: “Pereça o dia do meu nascimento, e a noite em que se disse: Nasceu um menino!” (Jó 3:3). Sua angustia é profunda e não entende como Deus pode permitir aquilo: “Até quando não afastarás de mim os teus olhos? Quando me deixarás, para que eu tenha tempo de engolir a saliva?” (Jó 7:19). Há um anseio pela morte, pois a dor lhe parece insuportável: “Não é curta a minha vida? Para, deixa-me, para que eu me alegre pelo menos por um pouco; antes que eu seja levado para o lugar de onde não voltarei, para a terra da escuridão e das densas trevas” (Jó 10:20,21). Sua fala incita os protestos dos amigos.
Até que Deus entra em cena e do meio de um redemoinho fala com Jó: “Quem é este que obscurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora prepara-te como homem; porque te perguntarei, e tu me responderás” (Jó 38:2,3). Rapidamente o Altíssimo faz lembrar a Jó quem está no banco dos réus. O mais interessante é perceber que Deus não responde a nenhuma das perguntas de Jó; pelo contrário, Deus lhe faz perguntas inquietantes: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Conta-me, se tens entendimento” (Jó 38:4). A profundidade das perguntas faz calar o audacioso Jó: “Eu não sou digno; que te responderia? Pelo contrário, tapo a boca com as mãos. Falei uma vez, mas não repetirei, ou mesmo duas vezes, porém não insistirei” (Jó 40:4,5).
Mas Deus não parou: “Quem primeiro deu a mim, para que eu lhe retribua? Tudo o que existe debaixo do céu é meu” (Jó 41:11). E assim, o Senhor mostrou a Jó que se ele não sabia como o mundo físico funcionava, não seria um ser humano que diria a Deus como o mundo moral deveria funcionar. A ação de Deus fez Jó abrir os olhos para sua limitação em relação à realidade: “[...] e fato falei do que não entendia, coisas que me eram maravilhosas demais e eu não compreendia [...] Com os ouvidos eu tinha ouvido falar a teu respeito; mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42:3,5).
Como é triste notar que milhares de crentes seguem a “teologia” fatalista dos amigos de Jó, tentando ligar bênção a uma condição de vida boa. A crise que Jó passou era de fé, não sobre o sofrimento. Muitos olham para seus sofrimentos e questionam: “Por que eu?”; no entanto, não pensam como Deus pode transformar situações adversas em ótimas oportunidades para o crescimento pessoal. Assim foi com Abraão, com Jacó, com o Paulo, os discípulos e o próprio Senhor Jesus. A dor e o sofrimento nem sempre são consequências do pecado, mas no tratamento de Deus, Ele usará qualquer instrumento para fortalecer em nós o caráter de Cristo.

Fraternalmente em Cristo, Pr. Gilson Jr.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

COMPROMISSO NUMA ERA DESCOMPROMISSADA

COMPROMISSO NUMA ERA DESCOMPROMISSADA

Vivemos uma era de profundo descompromisso, principalmente com as instituições e com as regras estabelecidas. Na Era Moderna, as instituições sociais tinham seus arcabouços de referência e pautavam claramente a sociedade e a vida humana. No entanto, na Era Pós-moderna acabou com aquela consistência da sociedade e nos lançou num emaranhado complexo, onde a diversidade das coisas tirou a segurança dos princípios e nos lançou ao vazio dos conceitos. A coletividade, tão importante e necessária à formação do indivíduo foi destruída em nome da individualidade hedonista e egocêntrica. Os laços humanos, antes uma segurança em que as pessoas investiam tempo e esforço, agora são cada vez mais frágeis como uma teia de aranha.
Essa visão trágica da sociedade está refletida hoje também na Igreja de Cristo. O que antes era visto como o espaço do Sagrado, em que palavras como respeito, reverência e compromisso, hoje são vista de outra forma. A Igreja pós-moderna está mais para um shopping Center, em que o Evangelho tornou-se a mercadoria, os pastores tornaram-se empresários da fé, guiados por estratégias de marketing, onde as palavras de ordem não são mais a sã doutrina ou a fidelidade às Escrituras, mas sucesso, bênção, vitória e felicidade pessoal, nem que para isso tenha-se que mudar repentinamente de tática e de estilo, abandonar compromissos e lealdades sem arrependimento para alcançar as próprias preferências.
Por isso, ser Igreja no sentido bíblico da palavra é um desafio ainda maior do que há cinquenta anos. No passado, todos sabiam que ao se comprometer com a Igreja implicava num ato de conversão não apenas espiritual, mas também intelectual. O crer estava ligado ao aspecto doutrinário e à razão da esperança era vista como uma forma concreta de dizer por que Jesus veio e morreu pelos pecados. Hoje em dia, a grande maioria dos chamados cristãos evangélicos estão nas igrejas muito mais motivados por questões puramente emocionais do que numa convicção doutrinária e bíblica.
Não estou falando que a fé cristã é puramente racionalista, mas que o cristianismo sabe muito bem colocar em equilíbrio sua fé, sua razão e sua emoção. O cristão maduro é capaz de desenvolver uma piedade sólida, firmada nas Escrituras e não puramente na manipulação dos sentimentos como em muitas igrejas hoje em dia. Aliás, a piedade é um aspecto do cristianismo que na atualidade está totalmente abandonada simplesmente por que os crentes atuais querem mais sentir-se bem do que crer com firmeza. Há um tsunami de heresias que comprometem a fé verdadeira em nome da felicidade pessoal.
O apóstolo Pedro, advertindo os crentes da Ásia disse: “Portanto, amados, sabendo disso de antemão, guardai-vos para que não sejais desencaminhados pelo engano de homens sem princípios, vindo a perder a vossa firmeza. Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo [...]” (2Pedro 3:17,18a). Esse é o clamor final do apóstolo que dedicou toda a sua segunda carta para advertir sobre os perigos que cercam os cristãos através de homens sem princípios, falsos profetas que aparentam compromisso, mas que na verdade são ímpios e enganam os incautos. Essa advertência continua viva, pois as heresias continuam exercendo grande atrativo em muitos corações.
O Senhor Jesus viu isso nos dias em que esteve na terra. O apóstolo João diz: “E encontrando-se em Jerusalém para a festa da Páscoa, muitos que viram os sinais que ele fazia creram no seu nome. Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque conhecia todos, e não precisava que lhe dessem testemunho sobre o homem, pois ele bem sabia o que é o ser humano” (João 2:23-25). É exatamente assim hoje! Muitos querem fundamentar sua fé e seu compromisso em sinais, não no Senhor. Jesus não confiava neles, pois conhecia seus corações e sabia que eles estavam interessados na bênção e não no Doador da benção.
Portanto, se quisermos de fato desenvolver uma fé cristã madura e autêntica, necessitamos renovar nosso compromisso com o Senhor e com Sua Igreja. Sim, é imprescindível seguir a Cristo, tomando o caminho mais difícil, andando na contramão desse mundo, desfrutando da imensa graça, mas se submetendo ao senhorio de Cristo.
A Igreja não é um clube social que escolhemos frequentar quando queremos. Não! Ela é a Família de Deus, a Noiva de Cristo, o Exército de Deus, a Nação santa, Povo de propriedade escolhida por Deus! O Senhor Jesus tem um profundo compromisso com Sua Igreja e nós somos chamados a desenvolver o mesmo pacto com o Aquele que ama e morreu pelos santos. Enquanto não levarmos a sério o que Deus deseja fazer através da Igreja, vamos continuar a olhar essa instituição como algo sem muito valor.
Por isso lembro a Palavra do apóstolo Paulo: “E não vos amoldeis ao esquema deste mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Estar amoldado ao esquema do mundo é viver descompromissado com Cristo e a Igreja. Por isso muitos não sabem a vontade de Deus para suas vidas. Que Deus desperte Seu povo para um compromisso radical e pleno com Cristo e Seu Reino!

Fraternalmente em Cristo, Pr. Gilson Jr.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

EVANGÉLICOS E “EVANGÉLICOS”... O QUE SOMOS?

EVANGÉLICOS E “EVANGÉLICOS”... O QUE SOMOS?

Qual o significado do termo evangélico? O Dicionário Michaelis define assim: “adj (Evangelho + ico) 1. Do Evangelho ou a ele relativo. 2 Conforme aos princípios do Evangelho. 3 Pertencente ou relativo ao protestantismo: Igreja evangélica. 4 Caritativo, carinhoso, meigo” (MICHAELIS, 2009). Perceba que o significado é muito interessante e mostraria um grupo que estaria profundamente ligado aos princípios do Evangelho de Jesus Cristo.
Neste aspecto, somos sim evangélicos como parte do movimento cristão protestante que surgiu no século XVII e que se manifestou a partir de 1730 através de diversas vertentes, tais como os Metodistas na Inglaterra e o Pietismo Luterano na Alemanha e Escandinávia. Esse movimento cresceu e se ampliou nos Estados Unidos no Grande Despertamento nos séculos XVIII e XIX, dos quais destacamos Jonathan Edwards (1703-1758), David Brainerd (1718-1747), Charles Finney (1792-1875) e tantos outros.
O evangelicalismo tradicional se baseia praticamente em quatro pilares: 1) A necessidade de conversão pessoal (novo nascimento); 2) A Bíblia como autoridade infalível; 3) Ênfase na morte redentora e na ressurreição de Jesus Cristo; 4) Proclamação do Evangelho ao ser humano pecador. O evangelicalismo destaca a piedade individual (ler a Bíblia e oração) e tira a ênfase nos rituais. A partir disso, somos evangélicos!
Da vertente evangélica surgiram outros movimentos, tais como o pentecostalismo e o neopentecostalismo. O pentecostalismo divergiu da linha tradicional na interpretação da ação e da pessoa do Espírito Santo, enquanto que o neopentecostalismo foi além, rejeitando a base bíblica e partindo para uma interpretação fragmentária das Escrituras, tornando as igrejas em empresas, pastores em CEOs e uma ampla divulgação de uma mensagem baseada num “positivismo” (Confissão positivista), com forte ênfase na prosperidade pessoal como “sinal” da bênção de Deus. Se ser evangélico é pensar como a vertente neopentecostal, então não somos! Não temos nada a ver com esse pessoal, embora falem de Jesus ou cantem como nós. Por quê?
Porque a cada dia essa vertente neopentecostal agride o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo com seus modismos, ideias escabrosas, baseados em sentimentalismos que visam manipular as massas ignorantes da Bíblia. É triste ver a Igreja de Cristo, pastores, irmãos e trabalhos sérios serem tratados como “mercadores” da fé, comparados a outros que constroem seus “reinos” em nome de Deus.
Portanto, chega! Não dá para chamar qualquer um de irmão hoje em dia. A situação está caótica, pois além dessas coisas, ainda temos que lidar com os “apóstolos” medíocres que querem aparecer como “doutores” da Bíblia e com os cantores gospels e suas esquisitices e manias mundanas. A Bíblia já nos adverte: “O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns se desviarão da fé e darão ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, sob a influência da hipocrisia de homens mentirosos, que têm a consciência insensível” (1Timóteo 4:1,2).
Sim, já estamos vivendo esse tempo em que não é mais o Espírito Santo que tem falado, mas homens carnais, com palavras bonitas e cheias de autoajuda para massagear o ego dos pecadores que enchem os templos. Não duvido nem que muitos estão cheios de demônios, pois algumas declarações são tão descabidas que só podem vir do inferno. Para isso o Diabo é expert, pois distorcer a Palavra de Deus é sua prática desde o início.
É como nos diz Judas em sua carta: “Ai deles! Pois seguiram pelo caminho de Caim, e por causa de lucro se lançaram ao erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Coré. Eles são rochas ocultas e participam de vossas refeições comunitárias, banqueteando-se convosco, sem escrúpulos. São pastores que apascentam a si mesmos. São como nuvens sem água, levadas pelos ventos. São como árvores sem folhas nem fruto, duplamente mortas, cujas raízes foram arrancadas. São como as ondas bravias do mar, espumando suas próprias indecências, estrelas fora de curso, para as quais a escuridão das trevas tem sido reservada para sempre” (Judas 11-13).
Por isso o conhecimento da Bíblia é a diferença fundamental entre a verdade e o engano. Nem tudo que reluz é ouro; nem toda mensagem evangélica é baseada no Evangelho. É hora de despertar e conhecer mais a Deus e Sua Palavra. É hora de cada cristão comprometido com o Senhor Jesus aprender mais da Bíblia e combater a falsidade com a verdade. Como nos diz Pedro: “Mas esses homens que, à semelhança de animais irracionais, vivem por instinto natural para serem presos e destruídos, difamando o que não entendem, perecerão na sua corrupção, recebendo a justa retribuição de sua injustiça. Tais homens têm prazer na luxúria à luz do dia. Eles são manchas e máculas, tendo prazer em suas dissimulações, quando se banqueteiam convosco. Têm os olhos cheios de adultério e são insaciáveis no pecar; enganam os inconstantes e têm o coração exercitado na ganância. São malditos” (2Pedro 2:12-14).

Fraternalmente em Cristo, 
Pr. Gilson Jr.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A PÁSCOA DE VERDADE!

A PÁSCOA DE VERDADE!

Essa semana muitos vão “comemorar” a páscoa comercial, adocicada com ovos de chocolate e com ideias que refletem o desconhecimento total dessa festa bela e profunda. Dizer que na páscoa comemoramos o “renascimento” não é apenas absurdo; é de um despropósito fenomenal. Achar que ovos de chocolate ou pintados traduzem o real significado dessa lembrança é de uma ignorância sem limites.
A Páscoa na Bíblia é chamada de Pesah, que significa “passar (por cima/ por alto)” (Êxodo 12:13,23,27; Isaías 31:5). De acordo com Êxodo 12, a páscoa deveria ser comemorada na lua cheia do primeiro mês do ano (abibe = março/abril). No dia dez do mês cada família escolhia um cordeiro de um ano de idade, sem defeito. Esse cordeiro era sacrificado no entardecer do dia 14 e seu sangue era aspergido sobre os batentes e a verga da porta da casa onde era comido o cordeiro. No dia seguinte começava a Festa dos Pães Asmos, que lembrava a humildade em comparação com o fermento que lembra o pecado. O pão sem fermento mostrava também que os hebreus partiram do Egito rapidamente, pois não havia dado tempo para levedar o pão (Êxodo 12:34). Para o judaísmo a páscoa é a celebração da libertação da opressão, simbolizada na última praga do Egito.
Jesus Cristo como um bom judeu celebrou diversas vezes a páscoa. E na noite da celebração da refeição pascal, Jesus Cristo mostrou-se pronto para o momento que Ele estava esperando que era ser entregue como o Cordeiro pascal. E para simbolizar este momento e sua importância, instituiu na refeição pascal a Ceia do Senhor (Mateus 26:17-30). A analogia era clara, pois da mesma forma que o sangue do cordeiro protegeu os hebreus do anjo da morte, provendo libertação da escravidão de Israel, assim o sangue de Cristo seria derramado “em favor de muitos para perdão dos pecados” (Mateus 26:18).
Deste modo, a páscoa ganhou outro significado para nós cristãos: Representa a entrega de Jesus Cristo como remissão de nossos pecados. Cristo agora é a nossa “páscoa” (1Coríntios 5:7; cf. João 1:29; 1Pedro 1:19). Por meio de Cristo Deus faz uma nova aliança baseada, não mais em sacrifícios de animais, mas no sangue de Seu próprio Filho derramado na cruz (Hebreus 8:7-13). Ele foi crucificado na sexta-feira e enterrado antes do início do sábado (Mateus 27:57-61). Mas no domingo Jesus Cristo ressuscitou!
Então o que comemoramos? A páscoa ou a ressurreição? Bem, é claro que como cristãos comemoramos a ressurreição de Jesus Cristo que se deu no período da páscoa judaica. Embora haja semelhanças entre os dois eventos, precisamos compreender cada um deles. A páscoa lembra a libertação espiritual e física que Deus deu para Seu povo Israel, libertando-os de 430 anos de escravidão. A ressurreição nos mostra que Jesus Cristo, “é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), que nos liberta da morte espiritual, pois fomos “resgatados pelo precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo” (1Pedro 1:19).
Podemos concluir da seguinte maneira. A páscoa foi um evento profético, que apontava para o futuro, para a vinda do verdadeiro Cordeiro de Deus que nos libertaria de uma escravidão maior que os grilhões de ferro, de uma opressão maior que a de um ditador. A vinda de Jesus Cristo cumpria as antigas profecias; Ele veio nos libertar da escravidão do pecado, pois “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (João 8:34). Ele disse que é conhecendo a verdade que somos libertos (João 8:32). Mas, o que é a verdade? Seria ela filosófica, ideológica, utópica? Nenhuma destas ideias. A verdade é uma pessoa: Jesus Cristo. Ele declarou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Ele afirmou de forma enfática: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém chega ao Pai, a não ser por mim” (João 14:6).
Que diferença é comemorar a páscoa bíblica daquela que a maioria comemora hoje em dia. O que temos hoje é um resquício de uma festividade pagã que foi absorvida pelo cristianismo quando chegou ao norte da Europa. A deusa Ostara, também conhecida como Eostre (deusa germânica, que significa Aurora), era a deusa da primavera, do renascimento e tinha como símbolo o coelho. A expressão inglesa Easter (Páscoa, em inglês), na verdade reflete essa influência pagã. Uma das principais tradições desse festival é a decoração de ovos, que representa a fertilidade da deusa.
O que nós cristãos comemoramos nesse período é a ressurreição de Jesus, Aquele que é o nosso Redentor, que nos amou até a morte e se deu para nos livrar de nossos pecados e nos levar para perto de Deus. Sem Ele tudo mais é barulho sem sentido, festa sem graça, consumismo sem plenitude, sorriso sem alegria, comida sem fome. Neste domingo lembre aos outros a mensagem mais maravilhosa que alguém poderia ouvir: Cristo ressuscitou! Sim, Ele verdadeiramente ressuscitou!

Gilson Souto Maior Junior, Pastor Sênior da Igreja Batista do Estoril.

A páscoa e a tradição nômade no antigo Oriente
O historiador, biblicista, arqueólogo e padre dominicano francês Roland de Vaux (1903-1971) afirmou que a páscoa era um sacrifício de nômades ou seminômades, em que não há intervenção de sacerdotes, mas tinha uma profunda relação com o rito de sangue. Era uma festa celebrada na primavera e o sacrifício do animal servia para obter a fecundidade e a prosperidade do rebanho, bem como proteção contra poderes maléficos, ou mashith, o exterminador. Se a páscoa era ou não uma festa já conhecida dos hebreus não sabemos. As evidências desta festa são anteriores a Moisés e ao Êxodo. Entretanto, foi objeto de uma radical reinterpretação a partir da libertação do Egito.

sexta-feira, 27 de março de 2015

RECONHECENDO QUE A VITÓRIA VEM DE DEUS

RECONHECENDO QUE A VITÓRIA VEM DE DEUS

Há alguns anos eu, juntamente com outros homens envolvidos com o ministério 

esportivo na Tailândia, fomos responsáveis por um time da terceira divisão local, o 

Christian Thai, formado por profissionais autônomos ou homens com horas de trabalho 

flexíveis, como motoboys, motoristas de táxi, vendedores de rua, etc. Esse time pertencia à 

Associação Cristã de Esportes da Tailândia.

Não conseguíamos treinar, apenas nos encontrávamos antes dos jogos. Nunca era o 

mesmo grupo, pois se algum jogador estivesse ocupado no dia do jogo, ele mandava algum 

amigo para substituí-lo. Sendo assim, cada partida tinha um time diferente. Os jogadores 

chegavam ao lugar onde seria o jogo, minutos antes do início da partida.

Cada jogador recebia o equivalente a R$ 35,00 ao final de cada partida. Eles 

jogavam mais por diversão e amor ao futebol do que por qualquer outra razão. Eles não 

Em um dos jogos mais importantes, quando poderíamos subir para a terceira 

divisão, eu reuni o grupo antes da partida e apresentei uma tática de jogo. Disse que se eles 

seguissem aquela orientação sairíamos vitoriosos, mesmo estando com o time desfalcado. 

Estávamos sem goleiro.

O jogo começou e surpreendentemente o nosso Christian Thai estava ganhando: 3 x 

0. Infelizmente, todo homem natural tem as suas fraquezas. Eu comecei a deixar que o 

orgulho tomasse conta de mim. Eu me achei um grande dirigente e que a causa daquele 

sucesso era porque eu, Gladimir, sabia como levar aquele time à vitória.

O intervalo chegou e os jogadores foram para o segundo tempo. Agora as coisas 

estavam mudando e o time adversário foi fazendo um gol após o outro e o resultado final 

foi 4 x 3 para o time adversário.

Cheguei em casa arrasado. A primeira coisa que fiz foi ir para o quarto, me ajoelhar 

ao lado da cama e chorar muito. Eu fiquei muito triste por ter me deixado engrandecer 

daquela forma e deixar de dar a glória para o único que merece a glória.

Foi uma dura lição, mas aprendi que só somos o que somos pela infinita graça do 

Pai e que Ele, e somente Ele, é o merecedor de toda a glória.

Gladimir Fernandes

Missionário na Tailândia.